Mundo de ficçãoIniciar sessãoHanna mal conseguiu respirar, quanto mais responder. Ela apenas assentiu, os olhos castanhos esverdeados arregalados, enquanto Malrik batia a porta com um estrondo que pareceu selar o mundo lá fora. O som da tranca ecoou no quarto como um tiro.
Sozinha na penumbra, Hanna ficou parada, os dedos apertando o vazio onde antes estava o copo. O calor que Malrik despertara nela não se dissipou; ele se transformou em uma frustração pulsante, uma queimação entre as coxas que a fazia sentir-se humilhada e, ao mesmo tempo, desesperadamente viva.
— Idiota! — ela explodiu, chutando a base da cama com força, as lágrimas de raiva finalmente transbordando. — Ogro estúpido! Maldito! Quem ele pensa que é?
Ela se jogou sobre os travesseiros de cetim. Estava excitada, confusa e furiosa. Ela enterrou o rosto nos travesseiros, mas o silêncio do quarto só servia para amplificar o caos







