Mundo de ficçãoIniciar sessãoO clique da fechadura ao abrir foi abafado pelo batimento cardíaco pesado que martelava nos ouvidos de Malrik. Ele entrou no quarto de Hanna carregando o copo de cristal como se segurasse uma granada prestes a explodir. Estava armado com uma armadura de desprezo, pronto para rebater qualquer provocação ou olhar de nojo que ela lançasse, mas o que encontrou no silêncio daquela penumbra o desarmou de forma brutal.
Hanna estava entregue ao sono, o corpo jogado sobre a cama em uma pose de vulnerabilidade absoluta que gritava por uma proteção que este lugar nunca daria. A camisola de seda fina havia subido perigosamente pelas coxas, revelando a brancura da pele que ele tentara, durante todo o dia, apagar de sua memória. Malrik estancou ao lado da cama, sua respiração travando na garganta enquanto o calor do quarto, impregnado com o perfume dela, o atingia como uma onda física.
“- Olhe para ela







