O som da chuva batendo nas janelas era quase reconfortante. O céu desabava lá fora, mas aqui dentro havia paz. Meus pés descalços deslizavam pelo chão frio enquanto eu cantarolava baixinho, ajeitando algumas coisas que estavam espalhadas pela sala — um livro esquecido sobre o braço do sofá, uma manta caída, algumas folhas soltas do meu caderno. Eu já estava de pijama, o cabelo preso de qualquer jeito, e uma xícara de chá pela metade repousava na mesa de centro.
Olhei para o corredor. Silêncio.