Ivana e eu estávamos perto de uma das janelas de vidro que se abria para o jardim iluminado. Taças de champanhe nas mãos, sorrisos bem ensaiados nos rostos. Meu vestido preto longo, de costas nuas, parecia desenhado para aquela noite. Cabelo preso com descuido calculado, a maquiagem leve, os olhos marcados — eu estava pronta. Ou fingia estar.
Fingia que aquela era só mais uma noite elegante. Fingia que eu não carregava um segredo no bolso do vestido. Que não estava ali com um propósito escondi