Alexandre ficou em silêncio por alguns segundos, olhando o líquido escuro na própria xícara de chá como se estivesse buscando coragem ali dentro. O relógio na parede fazia um tique irritante, o tipo de som que só se destaca quando o mundo ao redor está em suspense.
— Aquela noite… do incêndio — ele começou, a voz mais grave que o normal, com aquele sotaque carregado, como se cada palavra fosse pesada demais para sair. — Eu tive ajuda. Do meu assistente. Precisava encontrar você.
Eu franzi o