— Não… sei se… vou aguentar…
Um silêncio. Ele engoliu o choro, ou o desespero.
— Você aguenta. Só mais pouco. Eu… eu vou tirar você daí. Espera. Espera só. Fica. Por favor.
Então o celular caiu. O som sumiu. O mundo também.
Mas, antes que tudo escurecesse de vez, soltei uma última palavra, rouca, engasgada:
— Catarina…
E então, fui embora.
*
Quando acordei, o mundo era branco.
Luz demais. Cheiro de hospital. Bip constante.
Tentei mexer a cabeça, mas o pescoço doía como se tivesse sido e