Lorenzo Ferraz
Saí do hospital com o coração em chamas, o ódio pulsando em cada veia como veneno. Meu sangue fervia, meus punhos cerrados tremiam no volante, e minha cabeça latejava de tanta raiva.
Eu estava disposto a cometer uma loucura.
Apertei o acelerador até o máximo. O carro parecia voar pelas ruas. Eu não ligava. Poderia muito bem causar outro acidente, morrer, matar... Nada mais fazia sentido. Eu só conseguia pensar em uma coisa:
Matar aquela desgraçada da Marina.
Assim que a vi p