Lorenzo Ferraz
Estava no meu quarto desde ontem. A cabeça latejava com a força de um tambor africano. Desde que cheguei da loja, o peso da responsabilidade parecia ter dobrado sobre meus ombros. Acordei cedo hoje, com a obrigação de ir a uma reunião no centro da cidade e depois ainda voltar para a loja. A vontade de largar tudo e voltar para o meu apartamento em Santa Catarina era absurda. Queria silêncio. Queria paz. Queria distância de tudo isso.
Era tão bom quando minha única obrigação er