Tamara Borralho
Os primeiros dias com um recém-nascido em casa pareciam uma maratona sem linha de chegada. Celina, ainda se recuperando do parto, mal conseguia manter os olhos abertos por mais de uma hora seguida. E eu, mesmo não sendo a mãe, já me sentia parte daquela nova vida.
Ajudava com as mamadeiras, embalava o bebê, ficava acordada quando todos dormiam. Aquilo me dava propósito, mas também drenava minha energia. Meu corpo doía, minhas emoções estavam em frangalhos e, como se não bastass