Rafael permaneceu no sofá por mais alguns minutos depois que a porta se fechou atrás dele.
O apartamento estava quieto demais. Não um silêncio acolhedor — um silêncio que cobrava. Ele apoiou os cotovelos nos joelhos, passou a mão pelo rosto e, quase por impulso, pegou o celular do bolso.
Discou sem pensar duas vezes.
— Vocês estão disponíveis? — perguntou assim que a ligação foi atendida.
Ouviu a resposta do outro lado.
— Preciso sair. Agora. No bar de sempre.
Houve uma breve pausa. Depoi