— Você tem noção do que fez? — a voz do pai ainda ocupava o quarto mesmo depois do primeiro impacto das palavras. Ele não gritava agora. O tom era mais baixo, mais controlado. E, por isso mesmo, mais perigoso. — Ou você realmente acredita que pode agir por impulso e sair ilesa só porque alguém vai te proteger depois?
Vitória permaneceu imóvel, as mãos cerradas ao lado do corpo. Não respondeu de imediato. Aprendera cedo que qualquer palavra dita no tempo errado virava munição. O pai deu alguns