O quarto parecia silencioso demais quando Vitória entrou.
A enfermeira fechou a porta atrás dela com cuidado e se retirou sem dizer nada, deixando apenas o som distante do movimento do hospital atravessando as paredes. Por alguns segundos Vitória permaneceu parada no mesmo lugar, como se o corpo tivesse esquecido o que deveria fazer agora que tudo tinha mudado.
Ela ainda segurava o exame.
O papel estava levemente amassado entre os dedos, consequência do tempo que passou sendo apertado na mão