A varanda do quarto de Sofia estava mergulhada em um silêncio confortável, daqueles que não pesavam sobre os ombros, apenas envolviam as duas como um cobertor leve na noite morna. As luzes da cidade ao longe pareciam pequenas constelações espalhadas pelo horizonte, e o vento suave fazia com que as folhas das árvores do jardim sussurrassem umas contra as outras. Vitória apoiava os cotovelos no parapeito enquanto observava aquela paisagem familiar, tentando organizar os próprios pensamentos, mas