A porta de vidro se abriu devagar atrás dela.
Vitória virou o rosto.
Sofia voltou para a varanda com os cabelos ainda levemente úmidos e o cheiro de sabonete substituindo o cheiro de cigarro. Ela puxou outra cadeira e se sentou ao lado de Vitória, apoiando os cotovelos sobre os joelhos enquanto observava o jardim escuro por alguns segundos.
O silêncio entre elas não era desconfortável. Nunca tinha sido.
Ainda assim, Sofia acabou falando primeiro.
— Você está com aquela cara de quem está te