Vitória percebeu a presença da mãe antes mesmo de vê-la.
Quando desceu as escadas, ainda com o corpo tentando acompanhar o ritmo do dia depois de uma noite que mudara mais do que deveria, encontrou-a sentada na sala, ereta, elegante como sempre. As mãos repousavam sobre a bolsa com delicadeza controlada. O olhar, atento. Não invasivo. Apenas atento.
— Você esqueceu, né? — disse, depois do abraço contido que nunca era frio, apenas medido. — Nós marcamos de ver as coisas da minha casa hoje.