Vitória não disse nada enquanto o elevador descia.
Os documentos estavam organizados dentro da bolsa, mas o peso não estava no papel. Estava na decisão. Trabalhar ao lado do pai significava atravessar a porta que sempre esteve ali — aberta apenas pela metade — e escolher entrar por vontade própria. Não como filha obediente. Nem como herdeira pressionada. Mas como alguém que decidiu ocupar o próprio lugar.
Quando saiu do prédio, Rafael já a aguardava no carro. Ele não abriu a porta apressado,