Podia sentir a respiração dele falhando, o peso de anos de silêncio e negligência finalmente desabando sobre nós dois.
Ele segurou meu rosto com uma força que não era de agressão, mas de quem teme que a única coisa real da sua vida se desintegre entre os dedos.
— Escuta bem o que eu vou te dizer.
ele começou, a voz num sussurro rouco e determinado.
— Eu não vou deixar mais ninguém, absolutamente ninguém, despejar veneno sobre nós. Não importa quem seja, Paloma. Não importa o sangue que