Beijei Cora como um homem faminto.
Desesperado.
Mas era uma fome que ela não podia saciar.
O perfume dela, doce e forte, me sufocava.
As mãos dela corriam pelo meu peito, pelo meu pescoço, e tudo o que eu conseguia sentir era o calor dos olhos de Maitê, me queimando.
Aquele olhar que me acusava.
Que me condenava.
Empurrei Cora com cuidado, me afastando.
— O que foi?
ela perguntou, o tom de voz levemente ferido.
Passei a mão nos cabelos, irritado.
— Nada. Só estou cansado.