A porta estava entreaberta, e eu ouvi antes de ver.
A voz da governanta, num sussurro insistente:
— Tenta só um pouco, senhorita... assim vai acabar tendo que ser internada.
Meu peito se contraiu.
Adentrei o quarto sem pedir permissão, a sombra da porta se alongando no chão até alcançar a cama onde ela estava.
— O que está tentando? Morrer?
perguntei, a voz mais áspera do que queria.
As duas se voltaram para mim, pegas no flagra da fragilidade que eu mesmo tinha causado.
A governanta baixou a