O relógio do painel marcava 2h47 quando Ian estacionou violentamente em frente ao prédio de Carolina, os pneus cantando no asfalto úmido como um grito no silêncio da madrugada. As ruas respiravam a solidão peculiar das horas mortas, o vento noturno sibilando entre os edifícios com uma frieza que combinava perfeitamente com o inferno que ardia dentro dele.
Cada passo na calçada parecia ecoar não apenas no concreto, mas em sua própria alma. O porteiro, um homem de meia-idade com olhos sonolentos,