As palavras cravaram-se em Ian como punhais de gelo. O mundo parou. As cores desvaneceram-se. O som tornou-se abafado, como se estivesse debaixo de água. Ele já não sentia o chão sob os pés.
Ele saiu do quarto como um sonâmbulo, o corpo a mover-se por inércia. Cada passo era um fardo, como se carregasse o cadáver invisível do avô nos ombros. O corredor, outrora um espaço familiar, parecia alongar-se infinitamente à sua frente, um túnel sem fim. As luzes fluorescentes brancas ardiam nos seus olh