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3 - Prometo cuidar de você, meu marido de mentirinha

CHARLES KINGSTON

O uísque desceu queimando pela minha garganta, mas não foi o suficiente para apagar a dor de cabeça que latejava nas minhas têmporas.

Eu estava escondido na sala VIP do meu clube noturno, para fugir do meu avô. O patriarca da família Kingston havia acabado de me dar o pior ultimato da minha vida.

"— Ou você se casa e toma jeito de um homem de família, Charles, ou eu tiro a sua posição de CEO da Kingston Tech amanhã mesmo! E eu já escolhi Victoria como sua noiva."

Victoria Brookes. Uma herdeira mimada, fútil e insuportável, cujo único talento era gastar dinheiro e fazer exigências. Eu preferiria engolir vidro moído a me casar com uma mulher interesseira como ela. Mas eu também não podia perder o cargo que trabalhei tanto para ocupar.

Preciso de uma esposa de conveniência. Alguém submissa, que não faça perguntas e, o mais importante, que não tivesse nenhum direito à minha fortuna. Onde diabos eu iria encontrar uma mulher assim da noite para o dia?

Foi nesse exato momento de frustração que a porta da minha sala VIP se abriu em um solavanco.

Franzi a testa, pronto para demitir quem havia deixado uma estranha invadir meu cômodo privado. A mulher parou no meio da sala. Ela usava um vestido simples e respirava fundo, como se estivesse tentando reunir coragem para enfrentar algo.

Antes que eu pudesse abrir a boca para expulsá-la dali, ela caminhou até a minha mesa.

— Quanto você cobra por um ano inteiro de serviço?

Pisquei, atônito. Serviço? Essa mulher por acaso invadiu a minha sala achando que eu sou um garoto de programa?!

— Preciso de um marido de aluguel urgente. Não teremos envolvimento sexual, é um casamento apenas no papel.

Marido de aluguel? Movido pela curiosidade, abaixei o meu copo de uísque e peguei uma das cópias do contrato que ela havia jogado na mesa. Meus olhos correram rapidamente pelas linhas.

Era um acordo pré-nupcial fajuto, mas muito claro. Estava especificado que nenhum dos dois poderia exigir bens materiais do outro após o fim do contrato de um ano. E o mais surpreendente: no papel, apenas ela teria despesas. O documento me garantia alimentação, roupas, moradia e... um pagamento mensal?

Ela queria me sustentar? Sustentar a mim, Charles Kingston, o homem mais rico do país?

Aquilo estava ficando cada vez mais divertido...

Joguei o papel de volta na mesa, recostei-me no sofá de veludo e medi a garota de cima a baixo. Ela era bonita. Muito bonita, na verdade. Tinha um rosto delicado, cabelos escuros ondulados, olhos castanhos claros e um corpo que com certeza a destacava.

— E o que exatamente faz você pensar que tem dinheiro suficiente para me pagar, senhorita? — perguntei, erguendo uma sobrancelha.

— Eu tenho minhas economias! — Ela bateu o contrato na mesa da sala VIP, determinada e ofendida com a minha dúvida. — Sei que você deve ser muito caro, mas escute bem: daqui a dois meses, eu vou receber um bom dinheiro e te pagarei 50 mil dólares em espécie! No final de um ano de casamento, pagarei mais 50 mil. São 100 mil dólares no total, limpos na sua mão! Além disso, vou cobrir todas as suas despesas básicas e te dar uma mesada de dois mil dólares por mês, conforme está no contrato, o que acha?

Eu quase engasguei. Cem mil dólares? Eu ganhava isso a cada minuto respirando. E uma mesada de dois mil? Aquilo mal pagava a gravata que eu estava usando.

Ela empurrou uma caneta na minha direção.

— Assine logo isso, seja um bom marido de mentira, e prometo trabalhar duro todos os dias para cuidar e proteger você.

Encarei aquele belo rosto profundamente. Eu sou Charles Kingston. Ninguém nunca, em toda a minha existência, havia me ordenado a fazer algo com tanta audácia. E ninguém, absolutamente ninguém em toda a minha vida, havia me oferecido proteção antes.

Era perfeito. O destino havia acabado de jogar a solução dos meus problemas no meu colo. Uma esposa que havia assinado um documento abrindo mão de qualquer bem material, e que manteria o meu avô longe das minhas costas por um ano.

O fato de ela achar que eu era um prostituto pobre que precisava ser sustentado era apenas um pequeno detalhe.

— Certo. — Peguei a caneta e sorri, achando graça daquela situação. — Eu aceito o trabalho.

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