ISABEL LINORES O desespero tomou conta de mim. A única pessoa no mundo que poderia ter essa quantia à mão de forma tão rápida era o meu pai. Eu odiava a ideia de pedir qualquer coisa a ele, mas era a vida da minha mãe em risco. — Charles, me desculpe, mas eu preciso ir. Tenho uma emergência gravíssima para resolver agora mesmo. — Vá. Estarei no seu apartamento amanhã. — Millie, me leva até a casa do meu pai, por favor. Millie entregou um dos copos de café para Charles, pegou minha mão e corremos para o carro dela. Ela pisou fundo no acelerador. O trajeto até o bairro nobre onde meu pai morava pareceu demorar uma eternidade. Quando finalmente estacionamos em frente à imensa casa, meu estômago estava embrulhado e minhas mãos suavam frio. Entramos na casa. Meu pai, Elias, minha madrasta, Ester, e a cobra da minha meia-irmã, Stephanie, estavam sentados à mesa, tomando um farto café da manhã. — Que invasão é essa, Isabel? — meu pai esbravejou, largando a xícara. — Pai, p
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