ISABEL LINORES
O elevador abriu as portas e fui empurrada para uma realidade que não era a minha.
O apartamento de Charles ficava no último andar de um dos prédios mais exclusivos de Nova York. Quando dei o primeiro passo na sala de estar, um calafrio percorreu o meu corpo. Tudo ali exalava um luxo opressor e impessoal.
— Sente-se no sofá, por favor. A médica já está esperando. — Charles falou, largando minha mala na entrada.
— Médica? — perguntei, na defensiva. — Eu não pedi médica nenhuma