Saulo Prado
Depois de uma semana turbulenta e deliciosa o sábado finalmente chegou. Havíamos trabalhado só meio período, mas o clima no escritório continuava denso. Tensão velada, pequenos jogos de poder, silêncios barulhentos.
Quando Débora apareceu, confesso que estranhei. Nunca foi do tipo que se dá ao luxo de trabalhar aos sábados. Ou talvez fosse só uma nova versão dela que eu ainda não conhecia. A maternidade parecia tê-la atropelado. O casamento também. Forçado? Talvez. Perdido? Prováve