Angelina Ribeiro
Senti as mãos embaixo de mim, fortes, firmes, me movendo sem pedir permissão. Meu corpo reagiu antes da minha mente entender, e agarrei o banco do carro, o tecido da porta, qualquer coisa que pudesse me segurar.
- Saulo... - murmurei assustada, quase sem voz, ao perceber que ele me erguia nos braços.
A rua, a porta de casa, tudo girava numa velocidade diferente. Os pés dos meus filhos desciam correndo do carro, Carla os recebia com aquele jeito solícito, mas eu só conseguia pen