Margarida
Mesmo que o som parecesse vir de algum lugar distante, eu sabia que estava saindo de mim: os gritos e meu corpo tremendo nos braços de Ronaldo. A sensação de sufocamento em meu peito parecia querer me explodir.
— Margarida, amor, eu sinto muito… Eu sinto tanto… — disse, a voz trêmula.
— Não…
Ronaldo conseguiu me pegar no colo e me levar para o quarto, onde me deitou com cuidado na cama. Sentou-se na ponta e começou a massagear meus pés.
Mas eu estava inquieta, eu queria… Eu quer