Dias depois
— Papai, o senhor já sabe se...
— Ainda não. — suspirei pela terceira vez naquela manhã.
Margarida, sempre sensível, percebeu meu suspiro. Aproximou-se com suavidade, apoiou uma das mãos em meu ombro e, com a voz baixa e acolhedora, sussurrou no meu ouvido:
— Tenha paciência, querido. A pobrezinha só está ansiosa.
Tentei sorrir, mas no fundo sabia que não era só ela. Desde a última consulta, Emma parecia viver apenas para aquele momento, como se a vida estivesse pausada