interrogatório

José Carlos (Zeca)

A sala de interrogatório era fria, sem janelas, com uma luz branca que doía nos olhos. Estava algemado a uma cadeira de metal, e dois policiais estavam de pé à minha frente. Um deles, o delegado, tinha os braços cruzados e me olhava como se já soubesse tudo que precisava saber. O outro, mais jovem, apenas observava.

— Muito bem, José Carlos. Ou prefere que a gente te chame de Zeca? — o delegado perguntou, sentando na cadeira de frente para mim.

Eu não respondi. Apenas encarei
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