91. Meu lugar seguro
O quarto estava imerso em uma penumbra suave, quebrada apenas pela luz quente dos abajures e pelo reflexo distante da cidade através da janela ampla. A cidade pulsava lá fora, mas ali dentro tudo parecia desacelerar, como se o tempo tivesse aprendido a respeitar o espaço entre nós.
Assim que a porta se fechou atrás de nós, Kairos permaneceu parado, observando-me em silêncio, como se estivesse absorvendo cada detalhe — o vestido ainda perfeitamente alinhado, o brilho contido nos meus olhos, a