54. Entre Nós Dois
Mordi o lábio, tentando afastar a enxurrada de lembranças da noite anterior. Mas era impossível. E ao mesmo tempo, eu não queria esquecer.
Quando tentei me mover, o braço dele apertou minha cintura instintivamente, trazendo-me para mais perto. Um arrepio percorreu minha espinha. Achei que ele ainda estivesse dormindo, até que ouvi sua voz rouca, carregada de sono:
— Já vai fugir?
Sorri de lado, sem coragem de olhar diretamente para ele.
— Eu não estava fugindo. Só estava… respirando.
Ele