O silêncio do teatro parecia ter um peso próprio. Noah ainda estava ali, ajoelhado ao meu lado, com os dedos parados a milímetros do meu rosto. Ele tinha o receio estampado nos olhos, como se eu fosse uma escultura de cristal prestes a quebrar — ou, talvez, como se tivesse medo de que eu o afastasse novamente.
— Obrigada por isso, Noah. Pelo gelo, pelo massageador... por me enxergar — eu disse, minha voz pouco mais que um sussurro.
Eu não esperei que ele respondesse. Antes que o meu lado racio