Você não pode desmaiar de fome. Você tem que trabalhar.
Arthur
Estou no meu quarto, mas a paz me abandonou. A imagem da bisteca crua e da salada murcha não me incomoda. É a mancha vermelha no antebraço dela que se recusa a sair da minha mente. A queimadura. Eu a deixei lá, na sala de jantar, faminta e ferida. É a punição que ela merece, o preço da traição. Mas o instinto de proteção, aquele resquício estúpido do homem que eu era, se recusa a morrer, a ser silenciado.
Ela é desastrada, repito para mim mesmo, como um mantra vazio. Ela não é sua respon