Amanhã, o restaurante começa.
Lívia
Arthur se levanta sem me dar tempo de digerir a decisão do restaurante. Em vez de ir embora, ele atravessa a cozinha como se aquele espaço sempre tivesse sido dele — não por direito, mas por domínio. Um domínio quieto, seguro demais para ser questionado. Eu ainda estou sentada no chão, o braço queimado latejando, quando o vejo abrir um armário, pegar as batatas, escolher a faca certa. Arthur de bermuda. Arthur de camiseta branca. A malha fina estica levemente nos braços, marca o peito qua