— Bom descanso, Heitor. Tente não se queimar no sol, a pele nessa idade fica tão sensível, não é? — Eu me despeço com um aceno casual, voltando a me deitar.
Ouço os passos dele se afastando, pesados, furiosos. O silêncio que se segue é desconfortável, quebrado apenas pelo som das ondas.
— Que foi isso, Heloísa? — A voz de Rafael não é mais leve; há uma nota de estranhamento, de quem acabou de ver uma máscara cair. — A "doce Helô" acabou de destilar veneno puro. Você nem parecia a mesma pessoa.