Lívia
Tudo o que eu vejo é escuro. Não tem luz, não tem som, não tem nada. É como se eu estivesse boiando num lugar sem fundo, sem saber para onde ir e sem nenhuma esperança de sair dali. Estou perdida num buraco onde o tempo não passa e eu não sei nem quem eu sou.
E aí, do nada, vem a dor.
A dor é a primeira coisa que me faz perceber que eu ainda existo. Não é uma dorzinha em um lugar só. É uma dor que parece um mapa de machucados espalhados pelo corpo todo. Cada batida do meu coração faz tudo