Arthur
As horas se arrastam, pesadas como chumbo. Cada tique do relógio na sala vazia é um lembrete da minha própria solidão, do silêncio que agora preenche os espaços antes cheios de risadas e discussões. Eu repenso tudo, cada decisão, cada palavra dita ou não dita. Mas, no meio dessa névoa de ressentimento, uma certeza se impõe, fria e calculista: Helena, a governanta, é a peça-chave. A variável que, por mais que eu deteste admitir, é absolutamente necessária. Sua confiabilidade e competência