Alessandro Vitali
Enquanto a SUV cortava a noite em alta velocidade, o silêncio no carro tornou-se uma arma. Eu a queria. Eu a desejava. Mas, agora, eu também a respeitava um pouco.
O som dos pneus cantando no asfalto era o único ruído além do mantra sussurrado por Antonella. Olhei para as mãos de Valentina, ainda sujas com o sangue do russo que ela acabara de abater, e depois para o ferimento em suas costas. Ela não demonstrava dor; demonstrava foco. Uma frieza que eu só vira em soldados de