Valentina Duski
O silêncio que se seguiu foi mais cortante do que qualquer lâmina. Alessandro soltou meus pulsos, mas suas mãos continuaram suspensas no ar, trêmulas. Ele desviou o olhar para o quebra-cabeça inacabado no chão.
— Eu não sei ser outra coisa, Valentina — ele confessou, a voz tão baixa que era quase um sussurro. — Fui criado para ser uma arma. Meu pai me ensinou que o amor é uma fraqueza que os inimigos usam para nos degolar. Eu olho para a Antonella e sinto um pavor constante de q