Luana Dutra
Eu estava perto do estábulo, sentindo a brisa suave da tarde. O cheiro da grama recém-cortada e do feno seco era reconfortante. Aquela fazenda tinha se tornado um refúgio, um lugar onde eu podia esquecer, ao menos por alguns momentos, os fantasmas do passado. Estava distraída, acariciando o focinho macio de um dos cavalos, quando ouvi passos atrás de mim.
— Cadelinha... — a voz era familiar, mas não a reconheci de imediato. Virei-me, confusa, e meu coração parou quando vi Fernando.