O Céu de Valentina
Valentina acordou antes do sol, exatamente como fazia no antigo orfanato, mas ali naquele quarto pintado de verde-menta o silêncio era diferente.
Não era o silêncio do abandono, e sim um suspiro comprido de terra úmida, passarinhos e cavalos pastando.
Da janela, ela via a névoa rastejar sobre o gramado, tingindo tudo de dourado. Limpou os olhos com o dorso da mão e espiou as duas coisas que mantinha sempre no travesseiro:
O desenho do tomateiro que fizera para Clara