A Recaída do Cafajeste e a Intervenção Final
Brian Davis
Eu tentei. Juro que tentei.
Depois de um dia inteiro enterrado no pântano legal das empresas de Xavier e nos rastros sombrios do tal Orlando, o padrasto da Daniela, eu precisava de uma descarga. Eu precisava da prova de que ainda era o mesmo Brian Davis, o homem que resolvia problemas e se esquecia deles antes que o sol nascesse.
Então, vesti um terno que custou o salário de um ano inteiro de muito trabalhador, dirigi até uma das boates mais exclusivas de Kensington e fiz o que sempre fazia. Olhei, escolhi e seduzi.
Eu beijei a primeira boca que me pareceu interessante – a de uma socialite russa entediada, que estava mais interessada no meu relógio do que em mim. Beijei outras bocas também, buscando o calor, a distração. Mas a satisfação nunca veio.
Os beijos eram vazios. O prazer, tênue.
Eu me senti como um ator lendo falas que já não faziam sentido. O jogo da sedução, que sempre fora a minha anestesia mais eficaz contra a co