O Fantasma de Marina e a Missão de Xavier
Brian Davis
O meu dia começou com a habitual cacofonia de Londres, filtrada pelo vidro triplo do meu escritório. Mas, hoje, a neblina londrina parecia ter se instalado dentro da minha cabeça, não do lado de fora.
Eu era Brian Davis, advogado sênior em uma das firmas mais conceituadas da cidade. Meu propósito era a clareza, a lógica inabalável dos fatos. Minha vida era um monólito de controle. Mas desde o meu breve e impetuoso desvio no Pub, no qual troquei a lei por um soco e a solidão por uma carona, esse monólito rachou.
A culpa era, é claro, de Xavier Lancaster.
Meu melhor amigo estava curtindo uma viagem em família para os Alpes suíços. Ele estava com a noiva Daniela em algum lugar maravilhoso, mas mesmo a milhas de distância, o Lancaster continuava a me assombrar. Ele me ligou às sete da manhã, com a voz relaxada demais para a minha paciência.
— Brian, irmão. Como estão as coisas por aí? A imprensa acalmou? - Suspiro fundo.
Deixando a m