Annabelle
O vento cortava meu rosto enquanto eu seguia pela estrada sinuosa, com as mãos firmes no guidão da moto. As montanhas se erguiam como muralhas antigas, testemunhas silenciosas de todos os horrores e milagres que já vivi. Meu coração batia acelerado, não apenas pelo perigo que me esperava, mas pela certeza que ardia dentro de mim: minha filha estava viva, e eu podia senti-la. Mara. A menina que carregava dentro de si a alma da própria Deusa da Lua.
Quando finalmente cheguei ao covil do