Ponto de Vista de Bernardo:
Eu estava à beira do limite. Não, a beira não. Eu já tinha cruzado o ponto de não retorno, e cada célula do meu corpo estava gritando a plenos pulmões a verdade que eu tentava ignorar.
Quanto mais irritada ela ficava, mais fundo a raiva dela perfurava minha carne, mais difícil ficava para mim manter o controle. Era como se cada palavra de Ema fosse uma brasa, me atravessando e provocando, incendiando o instinto primitivo, chamando o meu lobo faminto para a superf