Annabelle sentava-se sozinha sobre a muralha do Refúgio, a lua cheia alta no céu iluminando seus olhos marejados. O vento frio cortava sua pele, mas dentro dela o fogo ardia, misto de coragem e saudade. Era difícil acreditar em tudo que tinha vivido até ali.
Ela fechou os olhos e respirou fundo, deixando a memória correr como um rio.
No início, era apenas uma jovem humana. Uma vida simples, sem saber da existência real de lobos, bruxas e criaturas que viviam nas sombras. Seu destino parecia já