Ponto de vista: Annabelle
Desde que a lua nos sorriu de novo pela primeira vez — desde que senti minha filha no meu peito outra vez — algo em mim ficou sempre alerta. Há um fio invisível que puxa e estica meu corpo como corda, e quando esse fio vibra eu sei: alguma coisa está acontecendo. Não é apenas intuição de mãe; é aviso antigo, um traço do instinto que me salvou tantas vezes.
Naquele dia senti essa vibração como um aguilhão no estômago. Não era medo vulgar — era uma dor aguda que dizia: p