— Antes de tudo, eu preciso que você se acalme, tudo bem? — Clarice se sentou, cruzando as pernas. Não porque estava calma, mas porque tentava amenizar o tremor que fluía de seu corpo, como se agora fizesse parte dele. Suas mãos estavam suadas, a respiração ofegante, e seu coração martelava contra o peito como um tambor de guerra. Seus pensamentos oscilavam entre a segurança de seu filho e o temor de reencontrar sua antiga alcateia. O passado a assombrava como um fantasma que jamais a abandonar