No limiar entre o afogamento e o renascimento, Yara irrompera das profundezas — não pelo próprio esforço, mas pela própria alma do rio, seu corpo recompondo-se como névoa matinal sobre as águas. Das correntes turbulentas onde sombras se enrolavam como ancestrais cobras de água, ela emergira num arpejo de reluzentes gotas.
Banhada pelo luar, cada curva de seu corpo desnudo contava uma história, uma história de fuga — quadris que haviam conhecido o altar negro agora marcados pela luz prateada da