Eu senti o desprezo na forma como ele disse o nome dela.
Como se estivesse lembrando a ela quem ela tinha sido.
Eu respondi antes que ela precisasse.
— Sou o marido dela.
Silêncio.
O rosto dele mudou.
Não imediatamente.
Primeiro descrença.
Depois análise.
Depois algo mais escuro.
— Marido… — ele repetiu, como se a palavra fosse absurda.
Como se ela não tivesse o direito de seguir.
Como se amar de novo fosse uma traição contra ele.
Ele olhou para ela.
— Você se casou de novo?
Ela não respondeu.